MANIFESTO ANIMAL

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MANIFESTO ANIMAL

Mensagem por narrador em Seg Abr 17, 2017 10:39 am

CAPÍTULO 1

EPISÓDIO 1 - UMA MANHÃ DIFÍCIL.

No centro da cidade de Nova Triunfo, logo pela manhã, os cidadãos ganhavam as ruas, ainda sonolentos, mas apressados a caminho de seus trabalhos. O sol surgia timidamente revelando um dia que provavelmente seria chuvoso. Rapidamente os ônibus já estavam lotados, os carros já iniciavam um congestionamento, o murmuro das pessoas conversando, resmungando e aos celulares, junto com o barulho dos veículos, sem falar nas buzinas que já soavam alto, faziam a trilha sonora.

No meio da multidão está Diego Orzen, parado na porta de um café, degustando sua bebida quente enquanto observa cuidadosamente a fachada de um prédio. Sem perder o foco ele analisa cada detalhe da arquitetura e cada pessoa que entra e sai.

Uma movimentação estranha desvia a atenção de Diego. Três ou quatro pessoas correndo no meio dos demais, logo se tornam muitos e os gritos começam. Ele caminha até o limite da calçada com a rua, na direção contrária das pessoas que correm. Um barulho de colisão entre carros é ouvida e, de repente, um carro é lançado para o alto, caindo sobre outros dois. O desespero aumenta, as pessoas se amontoam e os carros tentam manobras que complicam ainda mais o fluxo. Um homem careca, grande e forte salta sobre os carros, batendo no peito como um gorila e rindo descontroladamente. Ele salta sobre outros carros e pega algumas pessoas e as arremessa para o alto.

Diego estava com uma mochila nas costas e dela retira uma máscara e cobre sua cabeça com o capuz de seu moletom. De suas luvas saem pequenas garras. Ele caminha na direção do homem, usa de sua habilidade furtiva e , sem ser notado, pula na direção dele golpeando-o, com um soco no queixo.
- HAHAHAHA. O que foi isso? Um inseto me picou? Diz o vilão, contra-golpeando com as costas da mão, mas não atinge Diego, que da um salto mortal para trás e desvia do ataque e responde: - De onde você saiu? Quem é você?
- HAHAHAHA. Você não precisa saber quem eu sou. Já que interferiu, você só precisa morrer! Ele salta com seus dois pés sobre Diego, que novamente desvia e desembainha sua espada. - Porquê esta atacando essas pessoas? O que elas fizeram pra você? Diego continua a querer entender a situação.
- Quer mesmo saber quem eu sou? Sou um Gorka! Estou acima desses vermes! Estou acima de você! Ele se transforma num enorme gorila e avança contra Diego.

As investidas de Gorka são fortes, poderosas, mas em movimentos lentos. Diego escapa com facilidade mas fica acoado entre os carros. Usando sua força e seu corpo avantajado, Gorka atinge um carro e este empurra Diego na sua direção. O símio o segura com uma das mãos e o arremessa contra uma parede, mas sem antes impedir que o valente herói arranhe seu rosto com as garras que saem de suas luvas. Diego desmaia ao atingir a parede da lateral do prédio.

Gorka destrói mais alguns carros e fere mais algumas pessoas e foge, escalando os prédios.

Diego desperta com as pessoas tentando reanimá-lo, entre eles estava Felipe Rodrigues, que o questiona: - O que aconteceu aqui? Quando cheguei só vi um gorila enorme saltando entre os prédios!
- Ele não é um gorila normal! Disse que se chamava Gorka e... Felipe o interrompe: Calma aí! Acho que você bateu com a cabeça forte demais. Você disse que ele falou?... Agora é Diego quem interrompe e volta a falar: - Sei o que você deve estar pensando! Que loucura um gorila falar, né? Pois é! É inda pior. Ele é humano e se transformou num gorila.
- Tem razão! Isso é pior. Responde Felipe.

- Aaaaai! grita uma mulher ao lado deles. Em seguida outra.. e outra.. e mais outras pessoas. Umas começam a espirrar, outras a se coçar, outras a sentir dor e rapidamente todas vão ao chão, pareciam sofrer convulsões. Umas pessoas tentam ajudar e outras fogem. A manhã estava sendo difícil para aqueles pessoal no centro.

Fazendo uso de sua máscara e seu óculos com algumas particularidades especiais, consegue ver algo ainda mais estranho. Um homem do tamanho de um mosquito voando entre as pessoas. Rapidamente ele se levanta e avisa Felipe. O homem-mosquito revela-se.
- Hoje a manhã de vocês será animal, cidadãos! Diz o novo vilão.
- Inseto! Felipe arremessa um de seus bastões acertando o inimigo no peito, que torna a diminuir de tamanho.

Diego, muito preciso, acerta um golpe com a mão aberta e o vilão vai voltando ao seu tamanho normal colidindo-se com a porta de um carro. Felipe continua a golpeá-lo até que o homem-mosquito começa a tontear. Diego o segura pelo colarinho de sua fantasia vilanesca e pergunta quem ele é, pressionando a lâmina da espada na garganta dele.
- Meu nome é Porvinha. Responde o vilão magricelo, com cara de louco. Você tem que ser muito bom com essa espada pra acertar a garganta de um mosquito. Porvinha volta a ficar do tamanho de um inseto mas Felipe o golpeia com as duas mãos, num tapa duplo, fazendo o vilão cair desnorteado. Sem dó, ele ainda pisa no vilão caído no chão, que em seguida volta a ficar do tamanho humano. Eles o amarram a um poste.

- Mas que merda! Um gorila e agora um mosquito. Consegue ver a relação disso? Pergunta Diego, que completa. - Aliás, me chamo Chacal. Eles estende a mão para Felipe.
- Tirando o fato de que são dois vilões animalescos, não vejo nada. Felipe responde cumprimentando-o: - Pode me chamar de Stick. Completa pegando seu bastão do chão.


EPISÓDIO 2

Uma campanha de vacinação se instalava no supermercado mais movimentado do Bairro Império. Nani Freitas, uma mutante, trabalha como enfermeira e esta junto com a equipe. A movimentação começa e logo cedo o estabelecimento já tinha seus clientes. O dia se arrasta e poucas pessoas se interessam pela vacinação, entediando a todos. As coisas começam a mudar quando umas pessoas começam a correr de forma desordenada adentrando o supermercado. Do lado de fora uma mulher "meio lobo", de cabelos longos e volumosos, com seu corpo completamente coberto por pelos, cauda, garras e dentes afiados é a causa do pânico.

- Você me zoaram a vida inteira! Fizeram eu me esconder e ter medo! ... gritava e gargalhava a mulher feral. - Não mais!.. Não mais! enfatizava ela golpeando as pessoas mais próximas.

Ela encurrala algumas pessoas que se amontoavam às portas do supermercado. - A Loba esta aqui e vai mostrar o que é sentir medo! A aparência da garota era realmente assustadora, mas, ela mais parecia uma jovem revoltada do que uma ameaça letal, como ela sugeria.

Nani, que possui poderes de eletricidade, tenta ver melhor o que acontecia. Os golpes de Loba eram cada vez mais fortes e ela fazia questão de usar suas garras afiadas ferindo as pessoas indefesas. - Covarde! Ela vai acabar matando alguém. Ela corre na direção do tumulto tentando chegar a frente e quando consegue, finge-se de indefesa e quando estava para receber um golpe de Loba, segura em seus braços peludos e solta uma descarga elétrica fazendo a animalesca vilã uivar de dor.
- Malditaaaa! Quem é você? Loba se irrita,levando as mãos ao braço ferido.
- Sou alguém que vai impedir esse ataque covarde! As mãos de Nani faíscam.

As duas se encaram, Loba ataca primeiro. Saltando sobre Nani ela tenta arranhá-la. Alguns golpes passam próximo, mas a heroína recua e evita ser tocada. Habilidosa a felpuda usa as pernas para enganar Nani e a derruba com uma rasteira. Batendo a cabeça no chão na hora da queda ela fica um pouco tonta e Loba a prende pelo pescoço com as duas mãos, ergue-a e a encosta na parede. Nani reage e segura os dois braços da adversaria e descarrega mais eletricidade sobre ela. Loba uiva de dor e a solta. Nani a golpeia no rosto com um cruzado de direita, mas é pouco para causar um dano maior. A fera é resistente. Nani então a toca na altura do peitoral e descarrega nova onda elétrica. Desmaiando a inimiga.

DIMAS
REMUS

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